20 de nov. de 2015

WORKSHOP "Apreciação Crítica de Portfólios", com a curadora Samantha Moreira/ SP

E no segmento Curadoria, crítica e gestão autônoma, a 10ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes abre um espaço de compartilhamento, diálogo e crítica sobre formatação, conceito e montagem de portfólios. Oportunidade imperdível para jovens artistas:

WORKSHOP "Apreciação Crítica de Portfólios", com a curadora Samantha Moreira/ SP. 

Dia: 01/12, das 17h às 19h
Local: Espaço Chão Slz.

O encontro acontece a partir da apresentação dos portfólios de 15 artistas selecionados, abrindo um diálogo direcionado para cada trabalho, especificidades técnicas, poéticas, narrativas e conceituais, buscando a ampliação e possíveis desdobramentos do trabalho de cada artista, assim como dos formatos e montagem dos portfólios apresentados.
A ação será aberta ao público.

Envio de portfólios para seleção: galeriadeartesescma@gmail.com
Seleção de portfólios: 20 a 25 de nov.

Inscrição de ouvintes no Setor de Cultura - Sesc Deodoro ou por e-mail (solicitando ficha de inscrição): aldeiasescguajajaradeartes@gmail.com

Instagram: @aldeiasescguajajara_10

Foto: Tiago Rivaldo - processo do trabalho "Horizonte de nós dois"




Curso "A fotografia contemporânea e suas confabulações sensíveis", ministrada por Carolina Libério e Jane Maciel (Coletivo NUPPI).

Tá sabendo das oficinas da 10ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes? Se ligue no Curso "A fotografia contemporânea e suas confabulações sensíveis", ministrada por Carolina Libério e Jane Maciel (Coletivo NUPPI).

Resumo:

A reflexão sobre a fotografia contemporânea em seus diversos usos passa pelo entendimento da constituição de um espaço de criação onde os critérios valorativos não são mais aqueles do belo, seja este romântico ou formal, nem da aspiração de um realismo absoluto, mas da fotografia como operador conceitual sobre o mundo, uma escrita sensível que instiga diálogos, questionamentos, afetos e reflexões. Sendo assim, o presente minicurso busca discutir e questionar as possibilidades operatórias da fotografia como atividade confabulatória, no sentido de que qualquer fábula elaborada, como conceito ou narrativa, conecta-se às esferas do real ou do belo, estes ideais inalcançáveis, mas também os ultrapassam. Em um primeiro momento serão discutidos os aspectos históricos da prática fotográfica artística, com enfoque na transição que vai da fotografia moderna para a contemporânea, para em seguida serem compartilhadas impressões sobre projetos fotográficos e exposições. Por fim, voltaremos à discussão para a elaboração e conceituação de projetos por parte dos participantes da oficina.
Sugerimos aos participantes levem algum dispositivo de captação fotográfica.

28/11 a 02/12/2015
Das 14 às 17 horas
Local: Espaço Chão Slz.


Inscrições no Setor de Cultura - Sesc Deodoro ou por e-mail (solicitando ficha de inscrição): aldeiasescguajajaradeartes@gmail.com
Vagas Limitadas!





A noite de abertura da 10ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes apresenta “Inoromô”

A noite de abertura da 10ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes apresenta “Inoromô”, espetáculo cênico-musical do Grupo Afrôs, que prepara o terreiro da Nauro Machado para o show MetaL MetaL, da banda paulista Metá Metá.
O Grupo Afrôs é marcado pela presença de percussionistas que tocam ritmos brasileiros seculares, que se conectam por meio das cordas (guitarra, violão e contrabaixo) às sonoridades de outras aldeias, como o funk, rock’n roll, samba rock, salsa, jazz, entre outros.
Se preparem, dia 25 de novembro, tem Afrôs na Aldeia!



A Aldeia Sesc Guajajara de Artes anuncia a banda de abertura de sua edição comemorativa de 10 anos: Metá Metá!

Metá Metá é atualmente o centro de uma nova cena musical, que prima pelo experimentalismo e novas possibilidades da música brasileira. Formado por Thiago França, Kiko Dinucci e Juçara Marçal, o grupo colabora em diversos projetos e se relaciona com o atual panorama de música de invenção ligado a artistas como Passo Torto, Rodrigo Campos e Romulo Fróes.
Com dois álbuns e um EP, Metá Metá flerta com punk, noize, free jazz, música africana, latina, brasileira. Dialoga com o rock como atitude, jeito visceral de tocar, não como gênero. Mistura-se a influências diversas, sobretudo à linguagem da polifonia africana, sem deixar de se relacionar com o meio urbano de São Paulo.
Anota na agenda: dia 25 de novembro, tem Metá Metá, na Praça Nauro Machado

Inscrições abertas para a OFICINA DE LIVE CINEMA OU CINEMA AO VIVO

Inscrições abertas para a OFICINA DE LIVE CINEMA OU CINEMA AO VIVO

A oficina de “LIVE CINEMA” ou “Cinema ao Vivo” tem a intenção de aproximar os participantes das técnicas de execução simultânea de imagens e sons em forma de performance. A oficina trará um breve histórico do tema e de seus principais artistas. A partir das demandas dos alunos iniciaremos as técnicas de produção de sequencias, tratamento de imagens, sons e loops. Ao final da oficina haverá uma performance ao vivo na Praça Nauro Machado (03/12) com a participação e implementação dos materiais produzidos pelos alunos na oficina.
Ministrante: Guilherme Fogagnoli - SP

28 de Nov. a 30 de Nov.
Das 13h às 17h
Local: Espaço Chão Slz.

Inscrições no Setor de Cultura - Sesc Deodoro ou por e-mail (solicitando ficha de inscrição): aldeiasescguajajaradeartes@gmail.com
Vagas Limitadas!

Inscrições Abertas para a oficina circense "Um salto para o fracasso", com Teatro VagaMundo/ RS

Já estão abertas as inscrições para a oficina circense "Um salto para o fracasso", com Teatro VagaMundo/ RS

Sinopse:
A oficina busca uma maior compreensão da lógica do palhaço que é particular e diferente para cada um. Serão abordados elementos fundamentais no trabalho com o palhaço como: a utilização cômica do corpo, a relação palhaço-público, o tempo cômico e palhaçaria clássica, buscando, assim, experienciar a lógica do palhaço. A oficina nos leva a vivencia do “fracasso”, já que a grande força do palhaço é ser um perdedor.

Para um processo de iniciação à linguagem do palhaço serão abordados exercícios de iniciação teatral, jogos individuais e coletivos, palhaçaria clássica e técnicas circenses.
A comicidade nesta oficina será abordada a partir do corpo. Trazendo à tona características individuais de relação com o espaço, de posturas corporais, de interação com objetos e de comportamentos, busca-se construir uma corporeidade que detenha uma lógica singular. Dessa forma os exercícios, que tem como ponto de encontro o corpo e o movimento, buscam evidenciar as características pessoais de cada participante, para que sejam teatralizadas de forma cômica. 


28 de nov. de 2014

Aldeia Sesc: uma Over12 de cultura e arte

Diversas linguagens em mais de 12 horas de programação marcaram encerramento da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes, maior evento de arte e cultura do Maranhão

Overdose. O excesso de drogas já nos tirou diversos ídolos. A palavra maldita e seu significado remontam a tragédias. Mas um trocadilho seu indica outra coisa, uma vez por ano, em São Luís do Maranhão.

Over12 é a festa de encerramento da Aldeia Sesc Guajajara de Artes, evento já consolidado no calendário cultural do Maranhão como o maior evento de arte e cultura do estado, realizado por estas plagas desde 2006.

Como o nome entrega são 12 horas de programação ininterrupta, espécie de síntese do que são os oito dias de evento: música, circo, dança, intervenções, teatro, artes plásticas. Festa, enfim. E muito mais!

A programação começou ao meio dia, na hora do almoço, na área de vivência do Sesc Deodoro, com a discotecagem Selecta Groove, duo formado por uma maranhense e um gaúcho – eles voltariam a se apresentar à noite, na praça Nauro Machado (Praia Grande), que concentrou boa parte das atividades da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes.

Entre intervenções, instalações e performances, o penúltimo dia de outubro guardava também a morte do Boi Brilho do Sesc, que ocupou a tarde de brincantes e público na mesma área de vivência do Sesc Deodoro. “O massa da Aldeia é que tem espaço pra tudo. Vêm coisas modernas, mas nossa cultura popular não é esquecida”, comentou a comerciária Silvia Rosana.

Discos, livros, dvds, roupas, assessórios. Tudo usado, em bom estado e a preço bom. O Brechó no Olho da Rua também integrou a programação Over12 da Aldeia Sesc. “Estar ali no brechó com minha marca de saias artesanais foi me sentir parte do movimento que estimula e valoriza a criatividade. E o Sesc integrando o brechó na programação pensa sobre essas questões e articula também uma ação”, comemorou Larissa Régia, proprietária da loja e blogue We Love Skirts. O tema “Tecendo redes”, da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes tinha entre seus objetivos integrar ações culturais já desenvolvidas no Maranhão à programação do evento.

Larissa comenta ainda ter sido surpreendida pela programação de encerramento da Aldeia. “É sempre muito bom, mas foi bem além do que eu esperava”, afirmou, comentando a discotecagem da Rádio Casarão e as apresentações do Loopcínico, La Tabaquera – duo pernambucano formado pelos djs e vjs Alessandra Leão e Caçapa – e os paulistas do Afroelectro.

A noite musical na Praia Grande resumia e expandia a Ilha, pulsante e vibrante feito um coração sadio. As fusões promovidas pelas atrações da noite revelavam a vocação plural da capital maranhense, não à toa apelidada Ilha do Amor – naquela noite véspera do dia das bruxas em especial, do amor pela música.

A Jamaica brasileira recebeu bem a pesquisa da Rádio Casarão, a mistura de ritmos da cultura popular com bases eletrônicas de Loopcínico e Afroelectro e também as ondas caribenhas da La Tabaquera, em merengues, cumbias e otras cositas mas que evocam justamente a chegada do reggae que haveria de nos dar um de nossos mais reconhecidos epítetos.

Enganou-se quem pensava que eram apenas 12 horas de Over12. A estica da noitada terminou nA Vida é uma Festa, quando a programação Caia na Rede da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes visitou o evento semanal realizado há – coincidência! – 12 anos por ZéMaria Medeiros.

Ano após ano a Aldeia tem crescido. Uns arriscaram dizer que esta foi a melhor edição do evento. Outros já preveem a de ano que vem, ocasião mais que especial em que se chegará ao redondo 10 – que bem poderia ser a nota do Sesc por tão importante feito.

30 de out. de 2014

Em concerto, João Pedro Borges apresenta resumo da história do violão brasileiro

TEXTO: ZEMA RIBEIRO
FOTOS: ROSANA BARROS




João Pedro Borges sempre ressalta que sua parceria com o Sesc já vem de longas datas. Lembra sua participação no Sonora Brasil, quando percorreu 80 municípios brasileiros ao lado do gaúcho Daniel Wolff, e, ano passado, sua participação na Aldeia Sesc Guajajara de Artes, quando apresentou uma versão enxuta de seu Recital de Música Brasileira, com a cantora Célia Maria.

Ontem (29), na programação da nona edição do evento, o músico encarou uma plateia de estudantes de nível médio, no auditório do Colégio Marcelino Champagnat, o antigo Marista do Centro. Entre alunos, professores e funcionários, mais de 100 pessoas assistiram ao concerto, em que passeou pela história do violão brasileiro.

“É impossível mostrar tudo, já que o tempo do concerto é curto, mas a gente dá uma pincelada em momentos importantes”, disse ao apresentar-se, antes de iniciar o espetáculo, que durou cerca de uma hora.

Trajetória – Um dos nomes mais importantes do instrumento no país, com reconhecimento internacional, João Pedro Borges participou de diversos momentos importantes da música brasileira, sobretudo o choro. No Rio de Janeiro foi aluno de Jodacil Damasceno e entre o fim da década de 1970 e 80 integrou a Camerata Carioca, liderada pelo maestro gaúcho Radamés Gnattali; fundou a Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo, em 1974; em 1982 estava entre os artistas brasileiros que introduziram o choro nos Estados Unidos, ao lado de, entre outros, o também maranhense Turíbio Santos; em 1985 lançou um disco, hoje raro, dedicado a e intitulado A obra para violão de Paulinho da Viola, com participação do compositor, e de seu pai, o saudoso violonista Cesar Faria, do Conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim – todos, nomes lembrados por João Pedro Borges ao longo de sua apresentação.

Repertório – O professor de violão foi bastante didático e ao longo dos números que desfilava, contava um pouco da história das peças e de seus autores. Destacou, por exemplo, a genialidade de Heitor Villa-Lobos, a quem classificou de “o músico mais importante da história da música brasileira em todos os tempos”. Com ele abriu o primeiro bloco do concerto, tocando um estudo, um prelúdio e o Choro nº. 1, dedicado a Ernesto Nazaré.

Atenta, a plateia reagia, ao fim de cada música, com aplausos e gritos histéricos. João Pedro Borges passeou ainda por nomes como João Pernambuco (Interrogando), Ernesto Nazaré (Tenebroso), Paulinho da Viola (Valsa da vida e Itanhangá) e encerrou a apresentação com o Choro (Radamés Gnattali), da suíte Brasiliana (RG), dedicado a Turíbio Santos.

João Pedro Borges agradeceu a oportunidade proporcionada pelo Sesc e a recepção calorosa da plateia. “É muito importante promover momentos assim com o público dessa faixa etária, que é quando se está definindo os gostos”, afirmou.

Alunos e alunas – alguns estudantes de música – cercaram o violonista na saída, no pátio do colégio. Astro de sua magnitude, João Pedro Borges não escapou de ouvir elogios enquanto retribuía o carinho em cadernos escolares, em uma espontânea sessão de autógrafos.

As reflexões atuais e necessárias de Corpo descartável

TEXTO: ZEMA RIBEIRO
FOTO: ROSANA BARROS


O inusitado é o que primeiro chama a atenção na performance Corpo descartável, de Yuri Azevedo, realizada na última terça-feira (28), na programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes.

Ao adentrar o Teatro da Cidade de São Luís, em vez de à plateia, o público é direcionado a uma área lateral, um largo corredor, por cujas portas de vidro se vê a Rua do Egito.

O piso de ladrilho hidráulico está tomado por copos plásticos, sujos de batom. Beijados, melhor dizendo.

O performer – ou dançarino, se preferirem – caminha tranquilamente em meio ao mar de plástico. Traja tênis, bermuda e uma camisa cor de rosa. Tenta falar ao celular, mas “o número chamado encontra-se fora da área ou desligado”.

Senta-se. De um saco de lixo – há vários pelo recinto, de onde ele espalhará ainda mais copos descartáveis “na imundície do pátio” – saca uma batata frita “de pacote” e um refrigerante. Senta-se em meio ao público e come e bebe com tranquilidade.

O artista se deita. Um copo simula um lápis, ou pincel, e com ele, o desenho do próprio corpo no chão – como a perícia faz em situações de acidentes e crimes.

Música ruim invade o ambiente. Uma exala machismo por todos os versos. Yuri Azevedo dança. Outra, versos de puro consumismo. Yuri Azevedo dança. Bebe uma cerveja. Comenta que pesquisas comprovam que, contaminada pelo plástico, a água ingerida pelo homem afeta seu desempenho sexual.

Despe-se. Veste roupas de nadador. E mergulha na maré de copos descartáveis. Nada, nada, mas não morre na praia. Convida diversos espectadores para, num telefone feito de copos descartáveis, contarem-lhe sobre situações em que se sentiram descartadas ou descartaram algo ou alguém.

Alguns encaram o desafio e relatam experiências as mais diversas: um, que o primeiro beijo, era fruto de uma aposta de uma menina com uma colega para ver quem beijava mais garotos; outra, era asmática na infância, e sempre era excluída das brincadeiras, propositalmente escolhidas sempre de correr.

Outros passavam o copo ao vizinho de plateia. Nem todos têm coragem de se expor, de se despir tão facilmente. Corpo descartável leva o público a uma reflexão sobre a efemeridade e o vazio das relações – entre pessoas e destas com os objetos –, do consumismo desenfreado e do que o futuro nos reserva, quando começa a faltar água e sobrar lixo.

29 de out. de 2014

Sebo no Chão bate recorde de público com programação "Caia na Rede" da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes

TEXTO: STEPHANY PINHO
FOTOS: DANIEL SENA




Na noite do último domingo (26), a programação “Caia na Rede” da 9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes aconteceu na Praça Nossa Senhora de Nazaré. Lá, há mais de um ano, acontece a ocupação do Movimento Sebo no Chão, todos os domingos, após o pôr-do-sol. A inciativa independente tem como objetivo ocupar com arte e cultura o espaço público, fornecendo uma alternativa de lazer descentralizada aos que moram distante dos centros culturais como o bairro da Praia Grande, no Centro Histórico.

Além do Brechó Patas em Ação e da venda de livros de Diego Pires, que dá nome ao movimento, a praça também serviu aos que queriam colocar à venda produtos personalizados, como camisetas, bolsas, além da comidinha vegan de Cybele Oliveira. Paralelo a isso, a fotógrafa Samara Silvestre, participante ativa da ocupação, pode expor sua série intitulada Da mundialização-bairro ao bairro mundo, formada por fotografias realizadas no bairro do Cohatrac. Quem também estava lá era o escritor e editor Bruno Azevêdo, vendendo lançamentos de sua editora, a Pitomba! livros e discos. Dia 4 de novembro, na Feira do Livro de São Luís, ele lança Em ritmo de seresta, fruto de sua dissertação de mestrado, com ensaio fotográfico de Márcio Vasconcelos.

A primeira apresentação ficou por conta do artista Gilson César apresentou o espetáculo Um dia de clown. O músico, cantor e compositor, Tammys Loyola fez uma bela apresentação onde pode-se constatar que o artista já possui um público cativo que conhece seu trabalho, em grande parte autoral, com letras e arranjos elaborados em conjunto com diversos amigos e parceiros. Tammys iniciou sua apresentação com a música Caí da Canoa, arrancando muitos aplausos do público presente, que cantou junto quando o músico tocou Sem Pé nem Cabeça. Essas e outras canções como Mão Pequena estarão presentes no primeiro CD do artista, intitulado 24 Dias Por Hora, prestes a ser lançado.

Tammys comenta sua experiência no Sebo no Chão: “Eu comecei tocando de forma bem precária aqui no Movimento Sebo no Chão, porque eu toco desde o primeiro evento. Então, desde quando não tinha nenhum recurso, a gente já tentava fazer uma coisa legal aqui, até nos primeiros protótipos de Sebo, que era o Sebo na Garagem, organizado pela antiga galera do blog Ponto Continuando, a gente tentava fazer algo parecido com isso, uma espécie de embrião do que hoje está se tornando o Sebo no Chão. E ocupar um espaço como a praça pra reunir as pessoas num dia de domingo, que é um dia que normalmente é um pouco tedioso e mostrar um pouco de cultura, um pouco de música, vender ou comprar um livro legal, comer uma comida gostosa e encontrar gente pra conversar e trocar uma ideia... essa é a única finalidade.”

O artista afirma que ficou surpreso quando soube da parceria entre o Sesc e o movimento e comenta sua reação: “Poxa, vai ter isso mesmo?! Eu não acredito, cara!”. Ele conclui: “e hoje, o resultado disso é que nós estamos tendo o maior Sebo no Chão de, sei lá, todos os tempos! Nunca vi tanta gente reunida aqui nessa praça! E serve pra isso: esse apoio, se não viesse, continuaria acontecendo, mas agora o Sebo no Chão se mostra mais forte do que antes!”.

A noite seguiu com a apresentação do músico, cantor e compositor Sfanio Mesquisa, que fez uma dobradinha com Tammys. Logo depois era a vez da banda Trincheiras e nem sob a ameaça de uma segunda-feira a praça esvaziou. Por volta das 22 horas o grupo inciou sua apresentação. A noite reservaria ainda ao público presentes as apresentações das bandas Telúricos e Sulfúrica Bili, que realizava o pré-lançamento do CD Grande Bola de Fogo.

II Simpósio Nacional Nuppi de Arte e Mídia acontece até sexta (31)



O Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem (NUPPI) realiza entre os dias 28 a 31 de outubro o II SIMPÓSIO NACIONAL NUPPI DE ARTE E MÍDIA, que em 2014 traz o tema IMAGEM, HISTÓRIA E NARRATIVAS. O evento marca os sete anos de atividade do NUPPI e visa promover um diálogo produtivo e criativo entre as reflexões teóricas e as práticas artísticas e midiáticas, buscando interconexões entre esses dois campos que permitam vislumbrar algumas possibilidades estéticas e políticas que envolvem esses

A programação é multifacetada, com palestras, oficinas, performances, exposições artísticas e projeções audiovisuais. A inscrição no evento é gratuita bastando os interessados preencherem o formulário de inscrição disponível no site www.simposionuppi.wordpress.com . As três oficinas oferecidas têm vagas limitadas e as inscrições são realizadas por formulários específicos, também disponíveis no site.

As conferências, debates e oficinas acontecerão no Campus Centro Histórico do IFMA (Rua Afonso Pena no 174, Centro, em frente ao Jornal Pequeno).

As atividades do II SIMPÓSIO NACIONAL NUPPI DE ARTE E MÍDIA, que este ano tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), iniciam na terça-feira, dia 28, às 8h, com a oficina “Outros portais para atravessar: de vertigens e performances desviadas”, ministrada pelos artistas Sara Panamby (UERJ) e Filipe Espindola (SP). Com duração de três dias, a proposta é convidar as pessoas a experimentar possibilidades de (des)construção de performances corporais a partir de práticas estéticas, poéticas e políticas provenientes do campo da performance enquanto linguagem artística.

Às 19h do mesmo dia acontece a solenidade de abertura do simpósio e em seguida, às 20h, inicia a conferência “O que é foto sensível”, com Miguel Chikaoka (FOTOATIVA, Pará), referência nacional na fotografia brasileira, que vem trazendo um pouco da sua experiência de mais de 30 anos de experiência no campo da fotografia.

A partir das 21h30 inicia a programação cultural, no Chico Discos (Rua 13 de Maio, 389 B, Centro), com o lançamento dos livros “Visualidades: comunicação, arte, cultura nos anos 10”, do NUPPI; “O espectador performer: a exposição de si no cenário das tecnologias digitais”, de Fernanda Gomes, “Navegante da luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma de uma produção experimental”, de Marisa Mokarzel, e “O inventário como tática: a fotografia e a poética das coleções”, de Leandro Pimentel. Durante o lançamento também acontece a exposição “Ilustrações em bico de pena”, de Almir Valente e Tarsis Aires, que apresenta as imagens de alguns livros que os dois artistas produziram nos últimos 3 anos.

Na quarta-feira, dia 29, tem início a oficina “Brincando com a luz”, ministrada por Miguel Chikaoka das 9h às 12h. A oficina terá duração de dois dias e propõe uma incursão no universo da luz-imagem através de jogos, exercícios e da construção de dispositivos, como uma câmera obscura, que propicia o contato com a gênese das imagens fotográficas.

Também acontecerá do dia 29 ao 31 o “Ateliê NuppImaginautas” com o designer educacional e mobilizador da Rede Imaginautas, Ghustavo Távora, que oferecerá uma ciranda de ações artísticas, com saídas fotográficas pelo Centro Histórico de São Luís. O ateliê criativo acontecerá das 9h30 às 12h30.

 Às 15h da quarta-feira iniciam as conferências do dia. A pesquisadora Fernanda Gomes (UFRJ) apresenta “Work in progress: diálogos e narrativas em processos de pesquisa, criação e experimentação artística”. Às 16h30, a pesquisadora Beatriz Morgado (UFRJ) apresenta “Hélio Oiticica: experimentando a(s) forma(s) cinema”, que trata das contribuições do artista brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980) ao campo do cinema. A palestra será seguida de um cortejo artístico-performático do Campus Centro Histórico do IFMA ao Centro Cultural Mestre Amaral, na Rua da Montanha Russa.

Na quinta-feira, dia 30, tem início às 9h a oficina “Coleta e reciclagem de imagens” ministrada pelo professor, fotógrafo e pesquisador Leandro Pimentel (UFRJ), que irá apresentar em dois dias alguns fundamentos do uso de arquivos fotográficos como matéria-prima e/ou instrumento de pesquisa para a realização de ensaios fotográficos e outras práticas artísticas contemporâneas.

Das 14h às 18h acontece a mostra “Imagens em debate: cotidiano e
modos de vida”, com projeção de imagens seguida da discussão e debate com pesquisadores, produtores e artistas convidados, como é o caso do “Batman Pobre”, personagem criado por Carlos de Medeiros, que ganhou projeção nacional durante as manifestações no Rio de Janeiro, em 2013, trazendo de maneira performática as tensões e paradoxos da cultura de massa e das estéticas da política e das ruas.

A programação cultural na quinta-feira inicia às 19h em conjunto com o evento OVER12H da Aldeia Sesc Guajajara de Artes, que acontecerá no Centro Histórico, na Praça Nauro Machado e na Vida é uma Festa (Beco dos Catraeiros). Na ocasião serão realizados a performance dos artistas Sara Panamby e Filipe Espíndola, show das Ninfas Equinociais, projeções de imagens que compõem o “Atlas #protestosBR”, do MediaLab-UFRJ e de intervenções produzidas pelos próprios integrantes do NUPPI, como é o caso do projeto artístico AZUL PEDRA MAR, de Jane Maciel, Carolina Libério, Bruno Ferreira e Matheus Santos.

A sexta-feira, dia 31, é o último dia de atividades do II SIMPÓSIO NACIONAL NUPPI DE ARTE E MÍDIA. Às 15h acontece a conferência “Vidas-Lazer”, do professor e pesquisador Vinicios Ribeiro, (UFRJ) que realiza um exercício metodológico para pensar o cinema como formas de produção da vida e rotas de fugas das clausuras da existência. Às 16h acontece a conferência “Imagem Abjeto”, com o pesquisador Matheus Santos (UFRJ), que abordará a emergência do conceito de “abjeto” na arte, revelando seus usos e tensionamentos estéticos. E às 17h acontece a última conferência do simpósio: “O corpo limite”, de Sara Panamby (UERJ), que traça um percurso acerca das práticas de corpo que criam novos caminhos poéticos e jogos de sentido.

O encerramento do II SIMPÓSIO NACIONAL NUPPI DE ARTE E MÍDIA acontece às 20h, no Bar Contraponto (Praça dos Catraeiros, Praia Grande) com projeção de imagens, performance de Batman Pobre, show do Coletivo Gororoba e discotecagem do grupo La Tabaquera.

O Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem (NUPPI) integra o Campus Centro Histórico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) onde desenvolve estudos teóricos e práticos sobre imagem através de duas linhas de pesquisa, “Imagem e Mediações Sociais” e “Estética da Imagem e Poéticas Contemporâneas”. O Núcleo conta hoje com uma equipe de 15 pesquisadores e realiza diversas ações como palestras, cursos, exposições, curadorias, projetos de preservação de acervos de imagens, produções acadêmicas (artigos, livros etc), fotográficas e audiovisuais, entre outras atividades. (Texto: Ascom/Nuppi)