28 de out. de 2014

Sampler B e Tiago Máci botaram plateia para dançar em pé

TEXTO: ZEMA RIBEIRO
FOTOS: DANIEL SENA




Sampler B e Tiago Máci fizeram shows memoráveis, ontem (27), no Teatro da Cidade de São Luís (antigo Cine Roxy), integrando a programação da 9ªAldeia Sesc Guajajara de Artes.

Os primeiros, capitaneados por Beto Ehongue, homem à frente de outras bandas e agitos, botaram a plateia pra dançar – a começar por um cazumbá, que surgiu no corredor lateral, saudando aos presentes com seu balançar.

Sua sonzeira une bases eletrônicas pilotadas por Ehongue, que brinca com efeitos de ecos no microfone, a contrabaixo, pífano e uma cozinha percussiva digna de qualquer batalhão pesado.

Entre os samplers não faltaram Chico da Ladeira, Mestre Felipe, Boi da Fé em Deus e outros nomes da cultura popular do Maranhão, cada vez mais universais dentro do caldeirão sonoro proposto pelo grupo.

Tiago Máci mostrou por que é considerado um dos melhores compositores da nova geração. Sua música, que ele prefere não rotular, é uma mistura de tudo o que o também artista plástico ouviu. De Cesar Teixeira, citado em Mete o amor, forte, música que batiza o show, a rock’n roll e a música cafona, o dito brega.

A plateia não se conteve e acompanhou a maior parte do show de pé, dançando, e acompanhando o cantor em músicas já tidas como clássicos, caso de Samba do fuleiro.

Tiago Máci contou com a participação especial de Marcos Magah, que com ele dividiu os vocais em Eu chamo de coragem, mas pode dar o nome que quiser, parceria de ambos.

“Eu queria chamar ao palco um amigo que, se não fosse por ele, nada do que aconteceu em 2013 e este ano teria acontecido”, disse Máci ao convidar o parceiro a cantar com ele.


A programação completa da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes é inteiramente gratuita e aberta ao público. Segue até 30 de outubro (quinta-feira) e pode ser acessada no site do Sesc/MA ou na aba Programação 2014 deste blogue.

26 de out. de 2014

Exposições fotográficas dialogam com o espaço urbano

Estão em cartaz até o próximo dia 30, na Casa de Nhozinho (Rua Portugal, Praia Grande), as exposições Abstraturbano e Liturgias do Corpo, dos artistas visuais João Cosme e Dinho Araújo, respectivamente.

Uma das fotografias de Abstraturbano, de João Cosme

A primeira é composta por oito fotografias em preto e branco. “São fotografias de lugares na cidade, de detalhes, que é quase impossível dizer o que é ou onde é. São formas que por vezes passam despercebidas”, comenta João Cosme sobre sua primeira exposição individual.

Uma das fotografias de Liturgias do Corpo de Dinho Araújo

Dinho Araújo explica o processo de criação de Liturgias do Corpo: “primeiro eu fotografei modelos em situações de dança, com o corpo em movimento. Depois apliquei esses lambe-lambes em pontos degradados da cidade e finalmente fotografei-os”.

Os corpos fotografados por Dinho Araújo foram aplicados em diversos pontos dos bairros do Renascença e Praia Grande. “Mas o que importa discutir, além de levar outros olhares dos transeuntes para estes pontos, é a libertação espiritual pelo movimento. Os corpos que dançam estão em repouso nas fotografias, mas são dançantes. Emanam afetos, transcendências, ritos. Mostram como a dança é uma liturgia do corpo”, explica.

As exposições Abstraturbano e Liturgias do Corpo integram a programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes. A visitação é gratuita e aberta ao público, das 9h às 18h.


A programação completa da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes pode ser acessada no site do Sesc/MA ou na aba Programação 2014 deste blogue. Todos os eventos são gratuitos e abertos ao público.

Bichos fujões encantam grandes e pequenos

Companhia Cambalhotas apresentou Os Saltimbancos para Teatro Alcione Nazareth completamente lotado

TEXTO: ZEMA RIBEIRO
FOTOS: ROSANA BARROS


Público lotou o teatro Alcione Nazareth para ver Os Saltimbancos

O Teatro Alcione Nazareth, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande), recebeu ontem (25), na programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes, o espetáculo Os Saltimbancos, da Companhia Cambalhotas.

Os ingressos se esgotaram e a plateia estava completamente lotada. O musical, com trilha sonora de Chico Buarque, conta a história de quatro animais – um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata – que fogem de seus donos por conta dos maus tratos.

A Companhia Cambalhotas inova e mescla teatro de bonecos, projeções e atores, encantando não só os pequeninos. A jornalista Deborah Ferreira não poupa elogios: “essa montagem da Cambalhotas é muito melhor do que uma de fora que eu assisti no Arthur Azevedo”, afirmou. Ela levou o filho Raul, de menos de dois anos, e elogiou seu comportamento: “assistiu todinha, quietinho. Um moço na frente, quando se mexia, ele se mexia também para não perder nada de vista”, contou. Ela elogiou a iniciativa do Sesc/MA: “um espetáculo como esse, lotado, mostra que, quando se tem coisa boa, de graça, o povo sai de casa para ver”, disse.



Maria Clara, de cinco anos, gostou bastante do espetáculo, mas elegeu seu bicho preferido: “a gata”, revelou, enquanto esperava na fila para tirar uma foto com o bicho e a bonequeira que lhe dá vida no espetáculo. A advogada Renata Cordeiro levou a filha Malu pela quarta vez para ver o espetáculo da Cambalhotas. “Ela já viu outras montagens, mas só se empolga com essa. É realmente a melhor”, elogiou.

O elenco, ao se apresentar, pediu aplausos para a plateia. “Vocês merecem aplausos por terem lotado esse teatro. É tão difícil fazer teatro no Maranhão, a gente fica feliz quando o público vem prestigiar”, afirmou o diretor Waldemir Nascimento, que agradeceu também ao Sesc/MA pela oportunidade.

A Cambalhotas anunciou que está trabalhando na montagem de Pinóquio, que devem encenar no começo de 2015. No próximo dia 16 de novembro eles voltam a apresentar Os Saltimbancos, dessa vez na Praça Maria Aragão, na programação do Festival Sesi Bonecos do Mundo.

Cinema – Outro espaço do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho que recebeu programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes foi o Cine Praia Grande. Lá foi exibida uma reprise da mostra Tati por inteiro, dedicada à obra do cineasta francês Jacques Tati.


Filmes como Parada, As aventuras do sr. Hulot no trânsito louco, Carrossel da esperança e Meu tio, entre outros, compuseram a programação. Amanhã, nos turnos matutino e vespertino a UEB Camélia Costa Viveiros, no bairro do Coroado, recebe a programação do CineSesc nas Escolas. Na ocasião serão exibidos os curtas-metragens Josué e o pé de macaxeira, Cuida da tua esquerda!, O pescador de sonhos e A escola dos carteiros.

Toda a programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes é gratuita e aberta ao público. A programação completa pode ser conferida na aba Programação 2014 deste blogue e/ou no site do Sesc/MA.

Juju Carrapeta e banda Vagalume visitaram Raposa ontem (25)

O sábado da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes foi dedicado às crianças.

TEXTO: STEPHANY PINHO
FOTOS: MARCOS GATINHO

A programação da 9ª edição da Mostra Aldeia Sesc Guajajara de Artes levou ao município de Raposa uma programação repleta de cor e animação para as crianças de uma das cidades da região metropolitana de São Luís.

As crianças visitaram o mundo imaginário de Juju Carrapeta

Ontem (25), a programação teve início com a apresentação do espetáculo teatral “Juju Carrapeta” do grupo maranhense Teatrodança. A história, que tem como personagens a Serpente (interpretada por Victor Vieira), Don’Ana Jansen (Eline Cunha) e Juju Carrapeta (Julia Emilia) explora de forma lúdica a História e os mitos da Ilha de São Luís.

Explorando o imaginário infantil, os personagens são apresentados de maneira a desconstruir as dicotomias simplistas que são estabelecidas entre o bem e o mal. É o que explica Julia Emilia, diretora do grupo Teatro Dança: “A serpente, que todo mundo acha que é uma coisa do mal, na verdade, se você for ver a filosofia chinesa, ela possui vários locais onde existe um ‘dragão protetor’. Essa Ilha aqui tem o formato da cabeça desse dragão. E nós somos uma ilha vulcânica também, separada por duas pontas muito frágeis. Então, quando esse vulcão tiver qualquer tremor, essas pontas se juntam. Isso é a Serpente: nós somos seguros por alguma força”.

Ela continua: “Assim também é Don’Ana, uma figura que todo mundo acha que só fez o mal, mas ela foi uma mulher que no século XIX abriu muito caminho pra nós mulheres: foi independente, amava quem queria, que fazia de seu corpo o que desejava, então é bom que as crianças vejam os dois lados das coisas e não vejam o lado que a mídia ensina: quem é bruxa é má, quem é serpente não presta, quem é velho ... a velha Juju é uma idosa, e nós estamos vendo que os idosos estão sendo deixados de lado, toda essa nossa ancestralidade”.

Julia conta que o grupo busca trabalhar com recriações das expressões populares do Maranhão, trazendo-as para a cena uma fusão de linguagens artísticas como drama, dança e música. O grupo apresenta sempre trabalhos autorais: “O Mundo Imaginário de Juju Carrapeta” veio do livro e do espetáculo “O Baile das Lavandeiras” – do quais Julia Emilia é autora. “Além desses nós tivemos “O Cerro do Jarau” e o “Bicho Solto Buriti Bravo”, todos eles são para crianças, nós gostamos muito de trabalhar com dramaturgia para crianças”, revela.

Em vários momentos do espetáculo, os personagens referem-se a problemas ambientais da Ilha de São Luís, trazendo também princípios de educação patrimonial, tudo isso de forma lúdica, com vistas a auxiliar no processo de aprendizado do público infantil. Ao final da encenação, foram feitas algumas perguntas numa breve gincana com o objetivo de perceber a recepção do público. Duas espectadoras receberam como premiação um exemplar do livro “O Baile das Lavandeiras”, de autoria de Julia Emilia.

Crianças na Piracema Criativa de Ghuga Távora


Piracema – No intervalo, as crianças puderam apreciar e interagir com a exposição fotográfica Piracema Criativa e o projeto Floreando Palavras, do arte-educomunicador Ghustavo Távora. Em seguida, a programação teve continuidade com a banda Vagalume, que trouxe ao palco vários clássicos da música infanto-juvenil, desde canções do lendário Balão Mágico até uma releitura da Galinha Pintadinha em tirmo de reggae.

Banda Vagalume levou diversidade às crianças de Raposa

A apresentação agitou meninos e meninas, que interagiram com a banda de forma muito carinhosa e espontânea. Ao longo do show, a vocalista Fernanda Monteiro comentava sobre os gêneros musicais presentes nos arranjos. Ela explica que a proposta do grupo, surgido em 2012, era trazer um repertório infantil que não subestimasse, resgatando algumas coisas de brincadeira de roda e musicas que as crianças escutam e gostam, no sentido de fazer algo divertido, lúdico.


O grupo, que também faz shows particulares, pretende trazer aos pequenos um processo de musicalização, valorizando a facilidade do aprendizado próprio do público infantil.

25 de out. de 2014

Noite de rock encerrou segundo dia da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes

Programação aconteceu no Ceprama e teve como atrações o DJ Jair Bar Rocko, a banda maranhense de rock progressivo Canyon e a banda paulista Violeta de Outono, que se apresentou pela primeira vez no Maranhão

REDAÇÃO: STEPHANY PINHO
FOTOS: MARCOS GATINHO



Na noite de ontem (24) o rock marcou presença na 9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes. Para levar ao público o universo do gênero musical que rapidamente se espalhou pelo mundo e desembarcou no Brasil no fim da década de 50, o DJ Jair Bar Rocko – aquele mesmo, ‘figura carimbada’ do Centro histórico, proprietário de um bar na Praia Grande – trouxe aos presentes ao Ceprama, na Madre Deus, um repertório  variado, com clássicos do jazz e do blues, além do rock e do metal.



Em seguida, foi a vez da banda Canyon que, formada desde 2009 por Leo Vieira (baixo e voz), Jobson Machado (guitarra e voz) e Ramon Silva (bateria e voz), já possui ouvintes cativos do bom rock progressivo presente nas músicas autorais do grupo, que já lançou dois CDs: Elegy For The King (2012) e Canyon (2014). A apresentação, que teve início com Farewell, envolveu o público gradativamente na execução de outras músicas como Iron Giant, Questions No Answers e Fight Them, que expressam a sonoridade da banda que tem como referência o rock dos anos 60 e 70.

Ruthiane Damasceno Barroso compareceu ao show acompanhada de seu esposo e do filho de 10 anos. Ela explica que gosta de acompanha-lo em eventos como esse. Músico e empresário de um estúdio de ensaio para bandas, Francisco, o marido, já acompanha o trabalho da banda Canyon há um tempo. Ruthiane comenta que os shows de rock na cidade, quando acontecem, além de ser pagos, nem sempre contam com uma boa organização. Preocupada com a segurança da família, comentou: “quando soube que ia ter aqui no CEPRAMA e que era o Sesc que estava organizando eu disse ‘ah, a gente vai lá! Com certeza vai ter segurança e vai ser bem organizado!”.



A banda Violeta de Outono expressou no palco toda a maturidade de uma banda que conta 30 anos de estrada e já possui mais de 10 CDs lançados. Trouxe em seu repertório canções do álbum Volume 7 (2007) e do último álbum, Espectro (2012). A apresentação foi um sucesso para o público da Aldeia Sesc, o que levou muitos a adquirirem os exemplares dos CDs trazidos pela produção da banda.

A atual formação em quarteto vem ao longo dos últimos 10 anos conquistando prestígio internacional, mantendo acesa a chama do rock progressivo tão característico do grupo, que originalmente surgiu com a proposta de fazer um som psicodélico, como explica Fabio Golfetti, guitarrista e vocalista da banda: “a gente queria que fosse sempre psicodélico, só que era anos 80 e nos anos 80 você não tinha divulgação de música psicodélica”. Ele ri ao comentar com o baixista Gabriel Costa sobre as piadas acerca dos ácidos que seriam fonte de inspiração pra bandas que desejavam seguir um padrão sonoro “mais lisérgico”.

Gabriel Costa, por sua vez, expressa a satisfação do grupo diante da experiência de tocar pela primeira vez em um palco maranhense: “quando a gente consegue tocar em lugares que a gente nunca tocou antes... isso é muito bom! E quando a gente encontra a receptividade do público, como vocês mostraram, isso ressoa dentro da gente de uma maneira que incentiva a gente a continuar tocando”. Ele comentou ainda sobre a Canyon: “Rock progressivo do Maranhão! Os caras mantém vivo no Maranhão o rock progressivo, que é um tipo de rock que a gente também gosta!”. O músico também comentou a atuação do Sesc em benefício da cultura: “O Sesc, nossa, não tenho palavras pra descrever! É um pilar fundamental, eu diria, para a cultura no Brasil inteiro, o jeito que o Sesc fomenta  cultura e apoia o pessoal que tá começando, o pessoal que não tá começando mas é independente  e grandes artistas também, então a gente ama o Sesc, não temos palavras assim, eu acho um trabalho muito legal, um retorno pra sociedade!”

Carol Bjil, produtora da Revista Bezouro, publicação que já havia enfocado o trabalho da Canyon, comentou a 9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes: “eu tô achando superbacana essa história de ser descentralizado e ocupar outros espaços públicos da cidade”, elogiou.

Emoções diversas e profundas

DO BLOGUE DE ZEMA RIBEIRO
FOTO: DANIEL SENA



Silvero está sozinho no palco. Quase só. Um músico ao piano o acompanha. Ele canta e dança. De repente despe o vestido vermelho e escreve no próprio corpo. Seu nome. Gisele. Uma personagem que surgiu e que hoje ele mesmo não se sabe onde termina o ator e começa a personagem. Ambos fundem-se num só corpo.

O ator conta a história de Gisele e de vários outros travestis, transexuais e transformistas. BR Trans, monólogo da companhia cearense As Travestidas, equilibra-se numa linha tênue entre o bom humor e a desgraça. O espetáculo, vencedor do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga 2014, é dirigido por Jezebel De Carli e encenado pelo ator Silvero Pereira, que também assina cenário, figurino, maquiagem e adereços – do palco, ele mesmo opera a luz.

Sem perder a graça e o rebolado, aponta para questões latentes de nosso cotidiano, como o universo LGBT, a homofobia e a necessidade de combatê-la, dentro e fora de sua própria casa, a ineficiência do sistema educacional, e da sociedade em geral, em lidar com “o diferente” e a impunidade quase geral para crimes de motivação homofóbica.

BR Trans lida com o desconhecido: o “medo” que a sociedade tem de corpos parados nas esquinas escuras da noite é o medo que lhes domina cotidianamente: medo da violência, da intolerância, da morte. Tudo isso envolto em uma atmosfera de pura arte, beleza e poesia. Sublime, BR Trans desperta risos e lágrimas na plateia.

24 de out. de 2014

Aberta em grande estilo a 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes

REDAÇÃO: ZEMA RIBEIRO
FOTOS: DANIEL SENA

Interação entre artistas e público marcou primeiro dia do evento




A Rua Grande, principal via do comércio da capital maranhense, ficou ainda mais quente, movimentada e colorida na tarde de ontem (23). É que por lá passou o cortejo artístico de abertura da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes, que antecipou a letra da canção de Chico Buarque: “cada paralelepípedo da velha cidade esta tarde vai se arrepiar”.

Cuspidores de fogo, pernas de pau, malabares, músicos, atores e “tudo em quanto” é tipo de artistas saíram do Sesc Deodoro para a praça Nauro Machado, onde se concentrava a programação inaugural do evento, definitivamente incorporado no calendário cultural do Maranhão.

“É motivo de orgulho para o Sesc/MA poder proporcionar a comerciários e à população em geral esta grande festa, esses oito dias de programação, que é a Aldeia Sesc Guajajara de Artes. O evento vem crescendo ano após ano, e é cada vez mais bem recebido pelo público”, afirmou Carol Aragão, coordenadora do Núcleo de Artes Cênicas, Música e Técnica do Sesc/MA e produtora executiva da Aldeia.



Por onde o cortejo passava era comum uma breve parada de vendedores e clientes para apreciar alguns instantes de pura magia. O vendedor Israel de Jesus, 26, gostou do que viu no cortejo. “É muito bom! Mostra um pouco de nossa cultura, tem um pouco de tudo, circo, bloco tradicional. Acho que devia acontecer mais vezes”, comentou.

Marluce Santos, 26, vendedora, tem opinião parecida. “É muito bonito, tanta coisa junta”, admirou-se. Indagada sobre o que mais gostou, não hesitou em responder: “a mulher cuspindo fogo”.



Os diversos grupos artísticos que integraram o cortejo foram recepcionados na praça por um público ansioso. A festa estava só começando. Sem atraso, o DJ Franklin botou a galera pra dançar com sua mistura de samba, pop, reggae e manguebeat, anunciando um pouco do que estava por vir.

Logo em seguida era a vez de Madian e o Escarcéu mesclar ao repertório de seu premiado Sinfonia de Baticum, músicas inéditas, na pegada característica da banda, que funde rock a elementos da cultura popular do Maranhão.

Na sequência era a vez da grande atração da noite. Os pernambucanos da mundo livre s/a, uma das bandas fundadoras do movimento Manguebeat fizeram um passeio pelo repertório de seus discos, com destaque para Samba esquema noise, cuja reedição em vinil pode ser adquirida por alguns felizardos interessados.

O disco, que figura entre os mais importantes da música pop produzida no Brasil no século passado, está completando 20 anos de lançado em 2014. Fredzeroquatro não escondeu a alegria em tocar pela primeira vez em São Luís, agradecendo o convite do Sesc/MA e proporcionando alegria e motivos para dançar ao público que lotou a praça Nauro Machado.



Fred Zeroquatro e companhia passearam pelo repertório da banda, em sua pegada característica que inclui samba com guitarra, punk com cavaquinho e muitos elementos da música popular de Pernambuco. No show, músicas mais conhecidas como Meu esquema, e também lembranças dos parceiros de Nação Zumbi. As bandas recentemente dividiram disco, em que uma tocava o repertório da outra, chegando a figurar no top five do itunes. Da Nação Zumbi a mundo livre s/a tocou Meu maracatu pesa uma tonelada.

“Foi um show incrível! O mundo livre é uma banda fantástica, botou pra quebrar, botou todo mundo pra dançar. O Sesc/MA está de parabéns”, afirmou a estudante Jéssica Ribeiro, 23.




A quem não estava satisfeito, a noite ainda estava por terminar. A programação denominada Caia na Rede, promove a inclusão de atividades culturais já estabelecidas na cidade na 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes. Ontem foi a vez de A Vida é uma Festa, capitaneada pelo poeta e músico ZéMaria Medeiros, com um sem fim de canjeiros, entre conhecidos e anônimos. Além do anfitrião, acompanhado pela Casca de Banana – “a banda que não escorrega no som” –, passaram pelo palco Omar Cutrim e Costelo, entre outros. Pernambucano radicado em Brasília/DF, a trabalho em São Luís, o advogado Fernando Matos gostou muito do que viu. "Para mim foi uma grata surpresa rever a turma do mundo livre s/a, o som estava perfeito e a interação entre banda e público foi fantástica. E está valendo muito a pena também conhecer manifestações autênticas de São Luís, como essa grande festa informal de que estamos participando", elogiou, citando o espetáculo A Vida é uma Festa.

23 de out. de 2014

Violeta de Outono se apresenta pela primeira vez em São Luís

Show da banda paulista acontece amanhã (24), no Ceprama, na programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes



O segundo dia de programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes também é de estreia. Depois de a noite inaugural trazer pela primeira vez à São Luís a banda pernambucana mundo livre s/a, nesta sexta (24), às 22h30, no Ceprama (Madre Deus), é a vez de o público ludovicense receber os paulistas da Violeta de Outono.

Com 30 anos de estrada, a banda é formada por Fabio Golfetti (guitarra e vocal), Gabriel Costa (contrabaixo), José Luiz Dinola (bateria) e Fernando Cardoso (órgão, piano e synth). O vocalista e guitarrista é o único remanescente da formação original, em que beberam em fontes como Pink Floyd e Beatles.

Seu primeiro disco, homônimo, foi lançado em 1987. Um ano antes, haviam lançado um EP, também homônimo. Depois seguiram-se The early years (1988), Em toda parte (1989), Eclipse (1995), Mulher na montanha (1999), Live at Rio Artrock Festival ’97 (2000), Ilhas (2005), Violeta de Outono & Orquestra (2006), Volume 7 (2007), Seventh Brings Return – A Tribute to Sid Barret (2009, dvd), Theatro Municipal, São Paulo 03.05.2009 (2011) e Espectro (2012).

Com sua mescla de progressivo, pós-punk, dark e gótico, o Violeta de Outono vem conquistando cada vez mais fãs ao longo dos anos, apesar de se manter paralela ao mainstrean. Uma espécie de “best of” da carreira será apresentado ao público do Ceprama, amanhã (24).

Abertura – Figura lendária da paisagem do centro histórico da capital maranhense, o DJ Jair Bar Rocko abrirá a programação de sexta-feira, no Ceprama. Proprietário de um bar na Praia Grande, ele tocará o que costuma servir no cardápio sonoro a seus clientes. Uma mistura eclética que vai de jazz e blues a rock e metal. Sua discotecagem tem início às 20h.

Depois dele é a vez da banda maranhense Canyon, cujo rock progressivo dialoga diretamente com a Violeta de Outono. O trio sobe ao palco às 21h. Formada em 2009 por Leo Vieira (contrabaixo e voz), Jobson Machado (guitarra e voz) e Ramon Silva (bateria e voz), o grupo apresentará repertório de seus dois trabalhos: Elegy for the King (2012) e Canyon (2014).

O repertório autoral, diretamente influenciado pelo hard rock e progressivo das décadas de 1960 e 70 já é conhecido de diversos públicos de São Luís, sua cidade natal, em cujos palcos a banda tem se apresentado com frequência.

Entre as principais influências eles destacam King Crimson, Dust, Genesis, Icecross, Rush, Queen, Camel e Jethro Tull, além dos brasileiros Mutantes, Secos & Molhados e O Terço.

A programação de sexta-feira se encerra com o Caia na Rede, quando a 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes visita iniciativas artísticas que já acontecem na cidade. Amanhã (24) é a vez de produção, artistas e público visitarem o Tambor de Crioula do Mestre Amaral, na Praça Pedro II, no Centro de São Luís. Na ocasião haverá a tradicional roda de tambor de crioula e discotecagem da Rádio Casarão.

Programação – Confira a programação completa de sexta-feira (24).

Dia 24/10 (sexta-feira)

9h às 18h – Exposição Fotográfica – “Abstraturbano” – João Cosme/MA – Casa de Nhozinho
9h às 18h – Exposição fotográfica "Liturgias do Corpo" (2014) - Dinho Araújo/MA – Casa de Nhozinho
10h às 17h - Instalação Artística: João Carlos Pimentel/MA, Adrianna Karlem/MA – Dois por Cinco – Terminais de Integração 
12h – Discotecagem Selecta Groove/RS – Restaurante Sesc Deodoro
12h – Performance “És Redoma – Experimento Aéreo” – Núcleo de Formação Artística/MA - Área de Vivência do Sesc Deodoro
12h30h – Intervenção urbana “Ou Isto ou aquilo” – Drao Teatro da (IN)Constância/MA - Área de Vivência do Sesc Deodoro
15h – Concerto Sesc Instrumental – Auditório Liceu Maranhense
17h – Intervenção urbana “Aiyê” – Núcleo de Formação Artística/MA – Praça Nauro Machado  
18h – Espetáculo teatral “Tenho a leve impressão que lhe conheço” – Drao Teatro da (IN)Constância/MA  - Teatro Cidade de São Luís
19h – Espetáculo teatral “ZEN” – Cia. Direto da Fonte/MA - Teatro Alcione Nazareth
20h – Espetáculo teatral “BR Trans” – Coletivo As Travestidas/CE - Teatro Arthur Azevedo

AÇÃO FORMATIVA
Mesa de Diálogos: “Tecendo Redes”
Participantes: Ghustavo Távora/PE, Maria Cristina Bunn/PR (UFMA), Fernanda Gomes/MG e Ricardo Marinelli/PR
Dia: 24/10
Horário: 9h às 11h
Local: Auditório A - Mário Meirelles (CCH-UFMA)

TURU
24/10
Colégio Vinícius de Moraes
9h às 12h
“Josué e o Pé de Macaxeira” – 12’
“Cuida da tua esquerda!” (1936) – 12’
14h às 17h
“Josué e o Pé de Macaxeira” – 12’
“Cuida da tua esquerda!” (1936) – 12’

CINE PRAIA GRANDE
Mostra Temática “Tati por inteiro”
Aberto para a comunidade em geral.
24/10
18h - “Carrossel da Esperança” (1949) – 77’
19h20 - “As férias do Sr. Hulot” (1953) – 74’
20h35 - EXIBIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS:
“Cuida da tua esquerda!” (1936) – 12’
“A escola dos carteiros” (1947) – 15’

Shows CEPRAMA
20h – Discotecagem Jair Bar Rocko/MA
21h – Canyon/MA
22h30 – Violeta de Outono/RJ

Toda a programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes é gratuita e aberta ao público. A programação completa pode ser acessada no site do Sesc/MA.

22 de out. de 2014

Tecendo redes: artistas comentam suas presenças na 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes

A 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes começa amanhã (23), com um cortejo artístico que seguirá da Biblioteca Pública Benedito Leite, na Praça Deodoro, até a Praça Nauro Machado, na Praia Grande. A concentração tem início às 15h30.

O encontro de diversas linguagens artísticas marca a abertura do maior evento de arte e cultura do Maranhão, cuja programação, completamente gratuita, segue até o dia 30 de outubro, em São Luís e Raposa.

Ao longo do trajeto, as ruas do centro da capital maranhense serão enfeitadas pela arte do Maracatuque Upaon Açu, Núcleo de Formação Artística O Circo tá na Rua, Trupe de Habilidades Circenses, Grupo Officina Affro, Grupo de Artes Maria Aragão (Gamar), Banda do Bom Menino, Xangô Caô (TSI/Sesc), contando ainda com o intervencionismo arte educativo “Piracema Criativa” da Imaginautas_Rede Social.

A trupe será recepcionada às 18h na Praça Nauro Machado, onde acontecerá o Brechó no Olho da Rua, cujo nome surgiu por conta de um despejo, passando o mesmo a funcionar em diveros espaços públicos, de forma itinerante. Dialogar com ações culturais que já acontecem na cidade, caso do brechó, é o mote da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes, cujo tema é “Tecendo Redes”.



Um dos mais refinados e requisitados DJs de São Luís, Franklin Santos, ou simplesmente DJ Franklin, sobe ao palco da Nauro Machado às 19h. Ele comenta a alegria em participar novamente da Aldeia: “é uma grande alegria, ainda mais dividindo a noite com uma das bandas que mais escutei, ao lado de Chico Science e Nação Zumbi, é realmente um sonho”, afirmou, referindo-se aos pernambucanos da mundo livre s/a. “Estou programando uma mistura de reggae, samba e manguebeat para rolar naquele lugar fantástico que é a praça Nauro Machado, outra magia à parte, ambientando tudo isso”, adiantou.


A banda Madian e O Escarcéu, com o premiado Sinfonia de Baticum, também está na programação de abertura da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes, a partir das 20h. O repertório não se limitará ao disco: “Serão executadas em “primeira mão” na ilha canções como Sal de cigana e Terremoteou, que em breve estarão num lançamento do grupo, o álbum Nonada”, adianta o baixista Miguel Ahid.

Para Madian, estar junto de todos os artistas, tornando a noite uma festa, dá “uma sensação de bem estar. Afinal, lugar de índio urbano, lugar de metal do mato, é na aldeia mesmo. E – sendo maranhense – um legítimo tupinambá, é guajajara na veia”, afirma.

“Temos um respeito enorme por todo o trabalho, história e carreira dos expoentes da música pernambucana, de Luiz Gonzaga a Alceu Valença, passando por Chico Science, Nação Zumbi, mundo livre s/a e tantos outros. Todos eles – juntos com outros grandes nordestinos como João do Vale, Ednardo, Jackson do Pandeiro, são exemplos da grandiosidade da força e influência abissal do folclore nordestino na cultura do país”, afirma Erico Monk, que completa a formação do trio.

A banda pernambucana mundo livre s/a, um dos nomes mais importantes do movimento Manguebeat, que eclodiu no início da década de 1990, em Recife, sobe ao palco da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes às 21h30. O repertório passeará por todos os seus discos, com especial destaque para o de estreia, Samba esquema noise, que em 2014 completa 20 anos de lançado.


Para ZéMaria Medeiros, poeta e músico que comanda A Vida é uma Festa, evento semanal que acontece ininterruptamente desde 2002, na Praia Grande, integrar-se à programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes é uma forma de reconhecimento. “O Sesc, ao nos incluir em sua programação, coloca-nos em sua rede de diálogo com as diversas manifestações artísticas, o que nos fortalece. É o reconhecimento por um trabalho continuado de afirmação do nosso fazer artístico, do valor que a cultura tem para integrar as pessoas e sinergizar rumo a um mundo harmônico, plural, de paz”, enfatiza.


Este clima de confluência pauta toda a programação da 9ª. Aldeia Sesc Guajajara de Artes.

9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes inicia nesta quinta

Diversos espetáculos artísticos contemporâneos movimentam o cenário cultural de São Luís na 9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes. O já consagrado projeto do Sesc no Maranhão este ano aborda o tema “Tecendo Redes” e acontece em teatros, Unidades Sesc e espaços abertos entre os dias 23 e 30 de outubro. Na programação, projetos locais e nacionais, além de grupos e artistas convidados que apresentem iniciativas culturais no formato de redes.

Envolvendo as linguagens das artes cênicas, artes visuais, música, literatura e cinema, um total de 27 grupos e 14 artistas foram selecionados para compor o enredo do projeto em 2014. Com uma agenda diversificada de atrações, ainda fazem parte da programação vinte grupos convidados, além de projetos nacionais e regionais desenvolvidos pelo Programa Cultura do Sesc, tais como CineSesc, Dramaturgia, Por Trás da Cena, Mãos à Obra e Palco Giratório.   Este último, considerado o maior projeto de difusão e circulação de artes cênicas do país, apresentando em São Luís quatro espetáculos teatrais e uma intervenção urbana.

A escolha do tema levanta uma questão bastante discutida na contemporaneidade: as redes de cultura e como estas vêm cada vez mais protagonizando a manutenção do cenário artístico, criando ações através de colaborações alternativas independentes para superar os desafios colocados. Redes são fenômenos coletivos, isto é, sua dinâmica implica relacionamento no âmbito de grupos, sejam eles conjuntos de células, pessoas ou comunidades. Configura-se como um conjunto de pessoas que, em nome de um objetivo consensual, realizam trabalho coletivo, cooperando entre si. Isso dá forma à ideia de rede. No universo artístico cultural, essas teias assumem papel de grande importância à medida que atuam como veículos para a potencialização das relações humanas, intercâmbio de conhecimento e a democratização do acesso aos bens culturais.

Dessa forma, perpetuando esse conceito, a 9ª edição da Aldeia Sesc Guajajara de Artes visa à conexão entre artistas, grupos, produtores e gestores culturais que apresentam produções no formato de rede, a exemplo do “Movimento Sebo no Chão”, “A Vida é uma Festa”, “O Circo tá na rua” e o “Brechó no Olho da Rua”, que participam desta edição como convidados, assim como objetiva legitimar e incentivar essa construção por meio de uma programação que se configura como uma grande aldeia cultural que agrega e inclui múltiplas ações: espetáculos, performances, exposições, shows, exibições de filmes, intervenções e instalações artísticas, contações de histórias e ações formativas.



Programação


O tradicional cortejo artístico abre o evento na próxima quinta-feira, dia 23 de outubro.  Com concentração às 15h30, Habilidades Circenses/MA, Grupo Officina Affro/MA, GAMAR/MA, Banda do Bom Menino, Xangô Caô (TSI/Sesc) e Imaginautas_Rede Social ArteEduComunicAtiva realizam o trajeto Rua Grande, Largo do Carmo, Beco da Pacotilha e Rua dona Praça Deodoro, os grupos Maratuque Upaon Açu/MA, O Circo tá na rua – Núcleo de Formação Artística/MA, Trupe de  Giz, até a Praça Nauro Machado, na Praia Grande convidando os ludovicenses a participarem da aldeia cultural do Sesc.

Na Praça Nauro Machado, a partir das 19h, uma noite dedicada à música com os shows Brechó no Olho da Rua/MA, DJ Franklin/MA, “Sinfonia de Baticum” - Madian e o Escarcéu/MA e a banda pernambucana Mundo Livre S.A, um dos ícones do movimento Manguebit, comemorando 20 anos do lançamento de Samba esquema noise, seu primeiro disco.

A programação estica com o “Caia na Rede”, quando a Aldeia Sesc Guajajara de Artes integrará à sua programação o happening semanal A Vida é uma Festa, comandada pelo poeta e músico Zé Maria Medeiros, às 23h, na Companhia Circense de Teatro de Bonecos (Rua dos Catraieiros, Praia Grande).

Todas as atrações são inteiramente gratuitas e acontecem até o dia 30 de outubro nos teatros Alcione Nazareth, Arthur Azevedo, Teatro da Cidade de São Luís, Guest House (Rua da Palma, Praia Grande), ECIMUSEUM (Praia Grande), Casarão Angelus Novus (Beco Catarina Mina, Praia Grande) e Cine Praia Grande, locais onde o público poderá retirar o ingresso com uma hora de antecedência e se quiser exercitar a solidariedade também poderá doar 1kg de alimento não perecível destinado às instituições sociais auxiliadas pelo Programa Mesa Brasil Sesc. Este ano, o município de Raposa também recebe o Aldeia Sesc Guajajara de Artes, com atrações abertas ao público na Quadra Sesc Comunidade.

Confira a programação completa no site do Sesc clicando aqui.

1 de out. de 2014

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA 9ª ALDEIA SESC GUAJAJARA DE ARTES




A Aldeia Sesc Guajajara de Artes é um projeto de continuidade, integrante da Rede Sesc de Intercâmbio e Difusão das Artes Cênicas no país. No formato de “Aldeia Cultural” – concentra uma programação diversificada em linguagens artísticas e manifestações da cultura local para públicos variados. Dentre seus objetivos destaca-se a valorização da produção artística maranhense como forma de contribuir para o desenvolvimento e a transformação da sociedade.

Nesse sentido, no período de 23 a 30 de outubro, o Sesc oferece além das apresentações de espetáculos e performances em artes cênicas, shows musicais, exibições de filmes, contações de histórias, exposições, intervenções e ações formativas que ampliam o repertório dos profissionais, produtores e estudantes e comunidade em geral em diversos espaços de São Luís e Raposa.

Em sua 9ª edição, o evento apresenta o tema “Tecendo Redes”, que pretende abordar as redes de cultura, e como estas, cada vez mais protagonizar a manutenção do cenário cultural, criar ações através de colaborações alternativas independentes para superar os desafios colocados. O Sesc entende que a circulação e o encontro entre diferentes pessoas são elementos fundamentais para o fortalecimento de projetos e iniciativas, tanto individualmente, como enquanto rede de incidência continental.

Se você tem proposta artístico-cultural e deseja participar dessa  "rede" confira o Descritivo e se inscreva!

Informações: (98) 3216 3860 
e-mail: aldeiasescguajajaradeartes@gmail.com

O Descritivo da Aldeia Sesc Guajajara de Artes  e seus anexos estão disponíveis no http://migre.me/m3nry