26 de out de 2012

Instalações artísticas promovem intervenção estética em espaços urbanos de São Luís



Os Terminais de Integração da Cohama e da Praia Grande foram os dois espaços escolhidos para que a artista plástica Marlene Barros e a fotógrafa Marília de La Rouche pudessem expressar suas linguagens artísticas, intervindo na sensibilização das pessoas a olharem para si para a cidade, como parte da programação paralela da VII Mostra SESC Guajajara de Artes.

Mais de 350 mil pessoas, em média, transitam por estes espaços de circulação e a intenção da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes é atingir a esse público em trânsito, com intervenções que servem como forma de expressão, apostando em princípios de arte-educação e comunicação cultural.

“A Trilha”, de Marlene Barros, é uma intervenção composta por uma série de pés feitos de cimento, com dez vezes o tamanho de um pé natural, dispostos em duas fileiras e que lembram o movimento do caminhar, apontando para a reflexão sobre o observador no movimento de ir e vir nestes espaços de itinerância, sobre as marcas e os rastros que todos deixamos nos caminho e que nos fazem indivíduos particulares. Os pés representam os passos de todos nós na busca peregrina pela sobrevivência e felicidade de vida.

A obra de arte está localizada na entrada do Terminal da Cohama e tem causado estranhamento e curiosidade entre os passantes, sobretudo entre as crianças que veem a obra com curiosidade lúdica.

A outra instalação é da fotógrafa Marília de La Rouche, “400”, que está no Terminal da Praia Grande. Um painel composto de 400 fotografias retratando a cidade através de diversas esquinas e cantos de ruas. A obra fez parte do Salão de Artes Plásticas de São Luís, deste ano, e a intenção é também promover a sensibilização e reflexão dos habitantes para as diversas perspectivas e pontos de vista sobre a cidade em seus 400 anos.

Em cada canto, a figura humana está presente, seja nos detalhes das construções, seja nos pedaços de rua e fragmentos de objetos pessoais. Cada canto é um ângulo diferente sobre a mesma cidade. 400 cantos que simbolizam os quatro séculos da cidade e a responsabilidade social de cada um para com a capital maranhense.