31 de out de 2012

Ballet aéreo e arte circense encantam o público da Mostra Guajajara de Artes

Às cinco da tarde, a bailarina voou pelo céu de São Luís, deixando em suspensão seu corpo e o olhar de quem passava pela praça Nauro Machado, na terça (30). Foi um instante de delicadeza e encantamento proporcionado pela performance Ballet Aéreo, da dançarina Sandra Miyasawa (SP), dentro da programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes.

Olhinhos infantis vibravam com o mistério do corpo suspenso e com a leveza dos movimentos executados pela bailarina que desafiava os limites da gravidade e as possibilidades de tornar o sonho de voar uma realidade. Famílias inteiras, jovens e crianças se reuniram pra ver o espetáculo que fascinou a todos. “Fiquei maravilhada com a performance. Estava andando distraída, tinha saído do trabalho, quando eu vi a moça dançando no céu, pendurada pelos fios do guindaste. Foi um momento muito bonito, muito poético”, disse Francisca Araújo, funcionária pública.

Na performance, Sandra é sustentada por dois cabos de aço preso a um guindaste, enquanto uma trilha instrumental com piano e cordas é executada. A bailarina concentra seu esforço na força da suspensão e vai realizando movimentos como se caminhasse no céu, interagindo com as pessoas com beijos e acenos. Para que ela tenha a liberdade de elaborar suas coreografias suspensas, ela conta com a parceria de Natália Maciel, que vai direcionando a movimentação do guindaste em torno da praça. A concepção do espetáculo é toda da bailarina, que procura interagir com o espaço. O resultado é uma intervenção poética entre corpo, movimento e som com a paisagem urbana e bucólica da praça.

Além do trabalho com o ballet aéreo, Sandra participa em São Paulo de vários projetos artísticos com multilinguagens, juntando música, cinema e vídeo. Ela está presente no videoclipe da canção “Pés no chão”, da cantora Márcia Castro, e tem feito trabalhos recentes com o cineasta Beto Brant, experimentando a linguagem de cinedança.

Amanhã, dia 1°, Sandra apresentará a performance Mirage – Aryadne no céu da cidade, a partir das 19h, no encerramento da Mostra Guajajara, na praça Nauro Machado.

Arte circense

Depois da bailarina foi a vez das crianças se divertirem com os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi, do Grupo Namakaca (SP), que apresentaram o espetáculo É Nóis na Xita. Apostando na linguagem infantil e técnicas circenses, o grupo provocou muitas gargalhadas do público presente com um show de malabarismo, monociclo, acrobacias e equilibrismo.

O espetáculo já foi premiado como "Melhor Espetáculo de Rua" e "Melhor Atuação em Espetáculo de Rua" no 1º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG - 2006) e também o 3º lugar na "Mostra Competitiva Malabares Rio" (2006), o 3º Lugar no "I Festival de Cenas Cômicas do Espaço Parlapatões", em São Paulo (2007), e o 2º lugar na "Mostra Competitiva JrMalabaris", em Belo Horizonte (2009).

No cotidiano cada vez mais corrido e apressado do dia-a-dia da cidade, os dois espetáculos proporcionaram um raro momento de delicadeza para o público que se emocionou com memórias de infância e da comunicação que há numa das linguagens mais antiga das artes: a arte circense.


Às cinco da tarde, a bailarina voou pelo céu de São Luís, deixando em suspensão seu corpo e o olhar de quem passava pela praça Nauro Machado, na terça (30). Foi um instante de delicadeza e encantamento proporcionado pela performance Ballet Aéreo, da dançarina Sandra Miyasawa (SP), dentro da programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes.

Olhinhos infantis vibravam com o mistério do corpo suspenso e com a leveza dos movimentos executados pela bailarina que desafiava os limites da gravidade e as possibilidades de tornar o sonho de voar uma realidade. Famílias inteiras, jovens e crianças se reuniram pra ver o espetáculo que fascinou a todos. “Fiquei maravilhada com a performance. Estava andando distraída, tinha saído do trabalho, quando eu vi a moça dançando no céu, pendurada pelos fios do guindaste. Foi um momento muito bonito, muito poético”, disse Francisca Araújo, funcionária pública.

Na performance, Sandra é sustentada por dois cabos de aço preso a um guindaste, enquanto uma trilha instrumental com piano e cordas é executada. A bailarina concentra seu esforço na força da suspensão e vai realizando movimentos como se caminhasse no céu, interagindo com as pessoas com beijos e acenos. Para que ela tenha a liberdade de elaborar suas coreografias suspensas, ela conta com a parceria de Natália Maciel, que vai direcionando a movimentação do guindaste em torno da praça. A concepção do espetáculo é toda da bailarina, que procura interagir com o espaço. O resultado é uma intervenção poética entre corpo, movimento e som com a paisagem urbana e bucólica da praça.

Além do trabalho com o ballet aéreo, Sandra participa em São Paulo de vários projetos artísticos com multilinguagens, juntando música, cinema e vídeo. Ela está presente no videoclipe da canção “Pés no chão”, da cantora Márcia Castro, e tem feito trabalhos recentes com o cineasta Beto Brant, experimentando a linguagem de cinedança.

Amanhã, dia 1°, Sandra apresentará a performance Mirage – Aryadne no céu da cidade, a partir das 19h, no encerramento da Mostra Guajajara, na praça Nauro Machado.

Arte circense

Depois da bailarina foi a vez das crianças se divertirem com os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi, do Grupo Namakaca (SP), que apresentaram o espetáculo É Nóis na Xita. Apostando na linguagem infantil e técnicas circenses, o grupo provocou muitas gargalhadas do público presente com um show de malabarismo, monociclo, acrobacias e equilibrismo.

O espetáculo já foi premiado como "Melhor Espetáculo de Rua" e "Melhor Atuação em Espetáculo de Rua" no 1º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG - 2006) e também o 3º lugar na "Mostra Competitiva Malabares Rio" (2006), o 3º Lugar no "I Festival de Cenas Cômicas do Espaço Parlapatões", em São Paulo (2007), e o 2º lugar na "Mostra Competitiva JrMalabaris", em Belo Horizonte (2009).

No cotidiano cada vez mais corrido e apressado do dia-a-dia da cidade, os dois espetáculos proporcionaram um raro momento de delicadeza para o público que se emocionou com memórias de infância e da comunicação que há numa das linguagens mais antiga das artes: a arte circense.

Texto: Alberto Jr. (Ascom Mostra Sesc Guajajara de  Artes)